Nota Pública em defesa da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul

Sou a favor da pena de morte para bandidos. Essa é uma posição que carrego com convicção, não apenas como homem público, mas como cidadão que observa, com indignação, o sofrimento das vítimas e a impunidade dos algozes.

O que me chamou a atenção nesse episódio não foi o grito de guerra em si — que faz parte de um treinamento tático, realizado dentro de um ambiente controlado, voltado para fortalecer o espírito de corpo de quem vai para a rua enfrentar a criminalidade. O que me preocupa é o cenário de guerra urbana que nossos policiais enfrentam todos os dias, com coletes vencidos, viaturas sucateadas, baixos salários e falta de respaldo jurídico. E ainda assim, seguem firmes.

Quantas mães ainda vão enterrar seus filhos assassinados de forma covarde? Quantos pais ainda vão implorar por justiça com uma foto no peito e um vazio no coração? A dor das vítimas não acaba quando o corpo é enterrado. Ela continua todos os dias, na mesa de jantar vazia, no quarto que ficou em silêncio, na saudade que nunca passa. E, muitas vezes, essa dor é ignorada enquanto os criminosos voltam às ruas como se nada tivessem feito.

Como esquecer o caso do menino João Hélio, de apenas 6 anos, arrastado por quilômetros preso ao cinto de segurança durante um assalto no Rio de Janeiro? Uma criança inocente, brutalmente assassinada, enquanto sua família implorava por justiça. Ou o caso recente da jornalista Vanessa Ricarte, aqui em Mato Grosso do Sul, esfaqueada dentro de casa pelo ex-noivo. Sua morte abalou o nosso estado e reacendeu o clamor por punições mais duras para criminosos.

O que se vê nos treinamentos da polícia é a preparação de homens e mulheres que, infelizmente, vivem em uma realidade onde a linha entre viver e morrer é muito tênue. Eles estão indo para a guerra — e quem nunca esteve no lugar de um policial no meio de um confronto, quem nunca carregou nas costas o peso de uma farda e a responsabilidade de proteger o cidadão de bem, talvez não entenda a necessidade de fortalecer essa tropa com disciplina, resistência e união.

Por fim, é claro que a polícia deve agir sempre dentro da legalidade e do respeito aos direitos constitucionais. Mas é preciso compreender o contexto. Não podemos continuar tratando com naturalidade o sofrimento das famílias que perderam tudo por causa da violência.

Prefiro um cemitério de bandidos do que um pai ou uma mãe chorando a morte de um filho — ou de uma filha — assassinada por criminosos!